sexta-feira, 27 de março de 2015

Abordagens de Conflitos

 
Existem várias abordagens em administração para o conflito. Segundo Robbins (2002), essencialmente existem 3 visões a respeito do conflito:

a) Visão Racional – Esta visão diz que o conflito é algo que lesa, que prejudica a organização, sendo então, necessário evita-lo. Esta é uma visão um pouco antiga e arcaica.

b) Visão das Relações Humanas – A visão humanística sustenta que o conflito é algo natural e inevitável em qualquer grupo, e não precisa significar algo ruim para este grupo.

c) Visão Interacionista – Trata o conflito como uma forma de contribuir para a evolução e mudanças que trazem muitos benefícios para a organização. Esta visão ainda pensa que isto contribui para que o grupo seja pensante e criativo.

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TIPOS DE CONFLITOS

De acordo com CHIAVENATO (2004, p. 416) dentre os vários tipos de conflitos pode-se mencionar três níveis principais:

1. Conflito percebido: os elementos envolvidos percebem e compreendem que o conflito existe porque sentem que seus objetivos são diferentes dos objetivos dos outros e que existem oportunidades para interferência ou bloqueio. É o chamado conflito latente, que as partes percebem que existe potencialmente.

2. Conflito experienciado: quando o conflito provoca sentimentos de hostilidade, raiva, medo, descrédito entre uma parte e outra. É o chamado conflito velado, quando é dissimulado, oculto e não manifestado externamente com clareza.

3. Conflito manifestado: quando o conflito é expressado através de um comportamento de interferência ativa ou passiva por pelo menos uma das partes. É o chamado conflito aberto, que se manifesta sem dissimulação.

Ainda, os conflitos podem ser:

Internos – Ocorre quando um indivíduo possui duas ou mais opiniões opostas.

Conflitos entre Indivíduos – é quando há divergências de personalidades individuais.

Conflito entre grupo e indivíduo – Quando um indivíduo não concorda com os valores ou a cultura de um grupo estará em conflito com este. Em algumas ocasiões pode acontecer de um empregado não estar de acordo com a cultura da organização e acaba conflitando com a empresa e seus gestores.

Conflito entre Grupos – Por exemplo, em uma empresa pode existir um jogo de forcas entre departamentos que, possuem visões gerenciais distintas na administração de recursos.

Conflitos Externos – A competição entre empresas em busca de lucratividade levam muitas vezes a grupos ou empresas conflitarem entre si.


Referência Bibliográfica
ROBBINS, Stephen P. Comportamento Organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

















segunda-feira, 23 de março de 2015

Compreendendo o Conflito: Administração de Conflitos

 
Para tratar de um assunto de gestão de conflitos o primeiro que se deve fazer é conhecer o conflito e compreendê-lo. No caso, do conflito, por exemplo, devemos ter claro que nos relacionamos com muitas pessoas.
E cada pessoa possui sua personalidade, suas características, seu modo de ver e agir diante de situações.
gestao-conflito
Isto acontece, por que as pessoas possuem uma experiência anterior, uma formação que foi gerada pela educação e o ensino dado pelos pais e pela sociedade.
Todos os dias a pessoa está evoluindo, passando por mudanças psíquicas, assimilando coisas, desde o momento do nascimento.
É necessário termos isto em mente as pessoas são complexas. São muito diferentes do que um programa computacional que foi programado para fazer algumas tarefas.
É necessário ter a compreensão de que as pessoas são diferentes, são individuais. Nem todos passaram pelas mesmas experiências de vida, nem possuem a mesma formação.
As causas dos conflitos podem ser:
- Por competição;
- Por choque de valores e culturas;
- Situações e mudanças que gerem medo ou desconfiança;
- Por Egocentrismo
- Por desejo de poder
 

REFLEXOS POSITIVOS E NEGATIVOS

As vezes as pessoas sentem sentimentos de antagonismo, hostilidade uma pelas outras, até o ponto de quebrar-se o relacionamento interpessoal.
E isto sem dúvida, representa uma perda para o ambiente de trabalho. Para que o clima na organização e no ambiente de trabalho seja um clima adequado é preciso que haja interação entre todos.
Os trabalhadores devem sentir o “espírito de equipe”.
Por outro lado, a parte positiva do conflito reside em buscar alternativas para solucionar os conflitos gerados.
O profissional desenvolverá características que facilitarão enfrentar outras situações de stress com maior precisão e experiência.
Uma conversa realista e bem conduzida pode fortalecer os laços de comunicação e até mesmo de amizade na organização.
 

QUAIS SÃO AS PARTES QUE ENVOLVEM UM CONFLITO?

Segundo SILVA (2005, p.21), as partes de um conflito são:
Primeira parte: é aquela que inicia um conflito e o institui em termos legais.
Segunda parte: é a oponente da primeira. Consiste na parte afetada. É a segunda parte que estabelece a existência de um conflito, ao assumir suas implicações, considerando as ações da primeira parte.
Terceira parte: são aqueles que estão fora do processo de formação do conflito entre a primeira e a segunda parte, mas que de alguma forma estarão envolvidos em algum momento no processo de resolução de conflitos. Geralmente consistem em gestores, ou árbitros e mediadores.
























sexta-feira, 20 de março de 2015

Administração de Conflitos: Origem e Conceito

 
Os conflitos existem há muito tempo. Talvez na formação do mundo em um dos maiores relatos que encontramos, na Bíblia, vemos um acontecimento: “A torre de Babel”, onde surgiu um conflito quando houve uma confusão nas línguas.

Neste momento, as pessoas não podiam entender-se e imagino a situação caótica que todos se encontraram.

Mas, a verdade é que o conflito é um mal necessário, pois ao mesmo tempo que gera um stress também gera o crescimento das pessoas.

Toda vez que se reúnem um grupo de pessoas ou uma equipe, existe uma probabilidade de surgirem muitos conflitos.

Por uma razão lógica, cada pessoa possui um desejo e um pensamento formado. E, muitas vezes o que deseja um não é o mesmo o que deseja o outro: eis o conflito se formando.

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Mas, o que nos importa no cenário mundial e mercadológico é saber administrar este conflito da melhor forma para ganharmos com isto.
 

CONCEITO DE CONFLITO

O termo conflito tem sua raiz etimológica no latim, conflictos, que significa desacordo, choque. O vocábulo, na língua portuguesa, expressa “profunda falta de entendimento entre duas ou mais partes...” (HOUAISS, 2001, p. 797).

Sempre que pensamos em conflitos logo pensamos em desacordo, em brigas, discórdia, controvérsias. Em fim, pensamos que existe uma disputa de forcas. É como se estivesse uma pessoa de uma lado puxando a corda e a outra do outra lado.

A definição de ROBBINS (2002, p. 372) é que “conflito é um processo que tem seu início quando uma das partes percebe que a outra parte afeta ou pode afetar negativamente, alguma coisa que a outra considera importante.”

Segundo, ANINGER (2007, p. 1), o conflito se origina “da diversidade de pontos de vista entre pessoas, da pluralidade de interesses, necessidades e expectativas, das diferentes formas de agir e de pensar de cada um dos envolvidos.”

Os conflitos surgem, normalmente, quando existe um indivíduo discordando do outro, quando existe diferenças de opiniões, credos, objetivos ou visão.

Ainda para especificar o que é um conflito, vale destacar Hamptom (1991, p.126) que diz que conflito é o processo que começa quando uma parte percebe que a outra parte frustrou ou vai frustrar seus interesses.

Até o próximo artigo!














sexta-feira, 13 de março de 2015

O que é Organização?


Em primeiro lugar, existem vários conceitos para organização. A organização pode ser sinônimo de empresa ou instituição como também pode ser o segundo princípio básico de administração.

Veja as definições dadas pelo aulete:
or.ga.ni.za.ção)
sf.
1. Ação ou resultado de organizar(-se).
2. Maneira pela qual um ser vivo ou um sistema se constitui e/ou se organiza (organização cerebral; organização do governo); ARRUMAÇÃO; ORDEM
3. Reunião de pessoas com objetivos ou interesses comuns; organismo (organização de trabalhadores; organizações internacionais); ASSOCIAÇÃO



Para Maximiano( 2000), organizar é o processo de dispor qualquer coleção de recursos em uma estrutura que facilite a realização de objetivos.

A organização é uma função administrativa, que tende a estabelecer as responsabilidades e o grau de autoridade que cada pessoa tem no processo.

Toda empresa possui uma estrutura ou uma forma de ser organizada. Da mesma forma que em nossa casa temos organizada toda a estrutura com lógica racional, aquele lugar que melhor se adéqua as nossas necessidades tais como: cozinha, banheiro, quarto e outros, a empresa também precisa alocar todos os recursos (humanos, materiais, etc.).

Chiavenato (2003, p. 16) define a organização como:
Uma função administrativa através da qual a empresa reúne e integra os seus recursos, define a estrutura de órgãos que deverão administrá-los, estabelece a divisão de trabalho através da diferenciação, proporciona os meios de autoridade e de responsabilidade e, assim por diante. A organização representa, no fundo, todos aqueles meios que a empresa utiliza para pôr em prática o planejamento, o controle e a avaliação para atingir os seus objetivos.

organizacao

PRINCÍPIOS DA ORGANIZAÇÃO

· Divisão do trabalho – Significa dividir as tarefa. É a decomposição de todo o processo em ações menores.

· Especialização - Como o trabalho é dividido cada pessoa que atua na organização tem a oportunidade de especializar em uma função. A pessoa torna-se especialista naquela área. Esta especialização possibilita maior produção e melhor qualidade.

· Hierarquia – Com a divisão do trabalho surgem as funções de comando. Dentro da hierarquia temos a seguinte divisão:

A autoridade é o direito formal de tomar as decisões e transmitir ordens para o alcance dos objetivos da organização. A pessoa que é o líder ou gerente está revestido desta autoridade.

A responsabilidade é dada a um subordinado para que este cumpra sua tarefa. 

A delegação é o processo em que um superior transmite a sua autoridade e responsabilidade por um agente inferior ou um subordinado.

· Amplitude Administrativa – Refere-se ao número de subordinados que um administrador pode supervisionar.
 
REFERÊNCIAS
 Maximiano, Antonio Cesar Amaru. (2000). Introdução à administração. São Paulo: Atlas
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo, 6a. ed. - Editora Campus, Rio de Janeiro 2003.













quarta-feira, 11 de março de 2015

Princípios de Planejamento

 
“Preparar-se para o inevitável, prevenindo o indesejável e controlando o que for controlável.”
“O planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.”
―Peter Drucker
 
Como já nos disse Peter Drucker, planejar é estar preparado para o inevitável. Todo empresário ou empreendedor deve ter consciência disto. Começar um negócio sem planejar antes é o mesmo que ir para um lugar sem saber para onde ir.

Sentar, calcular e ponderar é o que todo gestor deveria fazer. Os grandes mestres em administração perceberam isto e, tiveram a grandeza de nos passar a receita do sucesso. Fique de olho!

Em um artigo anterior, falei o que é o planejamento e quais suas características, porém hoje vamos conhecer os princípios que regem o planejamento.

 planejamento

Um princípio é o preceito básico que norteia uma ação. O planejamento segue a alguns princípios.
 

PRINCÍPIOS GERAIS DO PLANEJAMENTO

São quatro os princípios gerais para os quais o executivo deve estar atento:

§ Principio da contribuição aos objetivos

É o princípio da definição e busca dos objetivos. O alcance dos objetivos é a razão de ser do planejamento.

§ Princípio da precedência do planejamento

Apesar da interligação entre as funções administrativas (planejamento, organização, direção e controle), o planejamento é o que vem antes. O planejamento definirá o que deverá ser feito.

§ O principio da maior penetração e abrangência

O planejamento provoca grandes mudanças, faz com que paradigmas sejam quebrados. Na área de recursos humanos, e na empresa como um todo, ocorre a percepção da necessidade de treinamento e aprendizagem.

Assim como transferir pessoas ou até mesmo mudá-las.

Mas, não é somente na área de recursos humanos que haverá transformações. Basicamente em todos os setores.

§ Princípio da maior eficiência, eficácia e efetividade.

Na busca da maximização dos resultados e minimização das deficiências, o planejamento tem que ser eficiente, eficaz e efetivo, assim demonstrado: Eficiência é fazer as coisas de maneira adequada; Eficácia é fazer as coisas certas; Efetividade é apresentar resultados globais positivos ao longo do tempo (permanentemente).
 

PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO PLANEJAMENTO


Planejamento Participativo - O Principal beneficio não é o produto, ou seja o plano, mas o processo envolvido . O Planejamento não pode ser tão complexo ao ponto de não ser impraticável. Ex: O Objetivo é envolver

Planejamento Coordenado: Todos os aspectos devem ser projetados de maneira que atuem interdependentemente, depois nenhuma parte o aspecto de uma empresa pode ser planejado eficientemente se o for de maneira independente de qualquer outra parte. Ex: Nada funciona se não for integrado , um depende do outro departamento interligados ao mesmo plano

Planejamento Integrado: Os vários escalões de uma empresa devem ter seus planos integrados ( hierarquias ) Ex: Gerentes, supervisores devem estar interligados do mesmo Plano

Planejamento Permanente: Essa condição é exigida pela própria turbulência do ambiente, pois nenhum plano mantem o seu valor com o passar do tempo. Ex: Continuidade do plano, porque caso não houver manutenção do plano ele deixa de existir.





















Revolução Industrial e a Administração

 
A revolução industrial foi um momento de grandes descobertas. A invenção da máquina a Vapor de James Watt (1736-1819), modificou grandemente a maneira do trabalho.

A produção que era basicamente familiar, passou a ser em grande escala (grande quantidade).

Estas mudanças provocaram evoluções significativas na economia, política e na sociedade. Na história podemos dividir a revolução industrial em duas épocas:

1ª. Revolução (1780-1860) – Revolução do ferro e do carvão.
2ª. Revolução (1860-1914) – Revolução do aço e da eletricidade.

A revolução surgiu acelerando o crescimento econômico.

revolucao industrial

Na 1ª. Revolução houve 4 etapas marcantes:

1ª. Fase – Mecanização da indústria e da agricultura. Máquinas que tinham superior capacidade de produção foram inventadas, tais como: maquina de fiar (1767), máquina de tear hidráulico (1769), maquina de tear mecânico (1785). Estas máquinas foram muito importantes para a produção, que pouco a pouco foi substituindo a forca braçal.

Lentamente, a revolução industrial trouxe desenvolvimento da administração como ciência. O trabalho cada vez mais foi se tornando especializado.

2ª. Fase – Aplicação da Forca motriz à indústria. Com a Máquina a vapor houve grandes transformações nas oficinas, nos transportes, na comunicação e na agricultura.

Com a melhoria na distribuição e a logística, devido ao desenvolvimento nos transportes, foi possível produzir mais alimentos.

3ª. Fase – Desenvolvimento do sistema Fabril. Os pequenos artesãos deram lugar às fábricas e à produção industrial.

4ª. Fase – Aceleramento dos transportes e das comunicações. Surgiu a navegação a vapor (1807). A primeira estrada de ferro (1825), o telégrafo elétrico (1835), selo postal (1840), o telefone (1876).

Já na segunda Revolução Industrial em 1860 temos as seguintes características:

· A substituição do Ferro pelo Aço.
· A substituição do Vapor pela Eletricidade.
· O desenvolvimento de maquinaria automática e um alto grau de especialização do trabalho. O crescente domínio da indústria pela ciência.
· Transformações radicais nos transportes e comunicações.
· O desenvolvimento de novas formas de organização capitalista
· A formação de imensas acumulações de capital, provenientes de trustes e fusões de empresas.
· A separação entre a propriedade particular e a direção das empresas
· O desenvolvimento das  grandes companhias.
· A expansão da industrialização até a Europa Central e Oriental, e até o Extremo Oriente.

Tenha em mente que, se com a introdução da máquina a vapor na indústria já ocorreu um grande crescimento, na segunda Revolução industrial o crescimento industrial foi vertiginoso, devido a eletricidade.
























terça-feira, 10 de março de 2015

Planejamento: O que é e quais suas características


Desde o começo estamos falando a respeito do planejamento e sua importância para o sucesso empresarial.

Vejamos o que é planejamento…

“O planejamento consiste em uma importante tarefa de gestão e administração, que está relacionada com a preparação, organização e estruturação de um determinado objetivo. É essencial na tomada de decisões e execução dessas mesmas tarefas. Posteriormente, o planejamento também a confirmação se as decisões tomadas foram acertadas (feedback).” (site significados).


planejamento

Segundo Chiavenato (1994, p. 214):

O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente o que se deve fazer e quais objetivos devem ser alcançados, e visa dar condições racionais para que se organize e dirija a empresa ou seus departamentos ou divisões a partir de certas hipóteses a respeito da realidade atual e futura.

O planejamento (CHIAVENATO; 1997, p.113) evita ações improvisadas e causais, e, isto dá maior segurança quanto ao desempenho da empresa, tanto internamente quanto externamente.

a) é um processo permanente e contínuo, pois é realizado de forma sistemática dentro da empresa e não se esgota na simples montagem de um plano de ação;

b) é sempre voltado para o futuro e está intimamente ligado com a previsão, embora não se confunda com ela. O conceito de planejamento inclui o aspecto de temporalidade e futuro: o planejamento é uma relação entre coisas a fazer e o tempo disponível para fazê-las;

c) se preocupa com a racionalidade da tomada de decisões, pois ao estabelecer esquemas para o futuro funciona como um meio de orientar o processo decisório, dando-lhe maior racionalidade e subtraindo incerteza subjacente a qualquer tomada de decisão;

d) visa relacionar, entre várias alternativas disponíveis, um determinado curso de ação, em função de suas consequências futuras e das possibilidades de sua execução e realização. O curso de ação escolhido pode ter uma duração variável - desde curto à longo prazo - e pode ter uma amplitude igualmente variável - abrangendo a empresa como um todo até uma determinada unidade de trabalho;
e) é sistêmico, pois deve considerar a empresa ou o órgão ou a unidade como uma totalidade. O planejamento deve considerar tanto o sistema como os subsistemas que o compõem, bem como as relações e compromissos internos e externos;

f) é interativo. Como o planejamento se projeta para o futuro, ele deve ser suficiente e prudentemente flexível para aceitar ajustamentos e correções. Pressupõe avanços e recuos, alterações e modificações em função de eventos novos, ou diferentes que ocorram tanto no ambiente interno quanto externo da empresa;

g) é uma técnica de alocação de recursos de forma antecipadamente estudada e decidida. Deverá refletir a otimização na alocação e dimensionamento dos recursos com os quais a empresa ou o órgão dela poderá contar no futuro para suas operações;

h) é uma técnica cíclica. A medida que é executado, passa a ser realizado. Conforme vai sendo executado e realizado, permite condições de avaliação e mensuração para novos planejamentos, com informações e perspectivas mais seguras e corretas;

i) é função administrativa que interage dinamicamente com as demais. Está intimamente relacionado com as demais funções administrativas, como a organização, o controle e a avaliação, influenciando e sendo influenciado por elas, a todo o momento e em todos os níveis da empresa;

j) é uma técnica de coordenação. Permite a coordenação de varias atividades no sentido da realização dos objetivos desejados e de maneira eficaz;

l) é uma técnica de mudança e inovação. O planejamento é uma das melhores maneiras de se introduzir deliberadamente mudança e inovação dentro de uma empresa, sob uma forma previamente definida e escolhida e devidamente programada.

Sem o prévio planejamento não é possível alcançar de forma eficiente os objetivos desejados. O planejamento pesa todas as ações e consequências.
 

COMO FAZER O PLANEJAMENTO

Quando desejamos fazer um planejamento, devemos fazer as seguintes perguntas:
  • O que fazer?
  • Como fazer?
  • Quando fazer?
  • Onde fazer?
  • Com que meios?
O planejamento nos permite ver todos os caminhos possíveis para chegar ao nosso objetivo.
Falaremos mais a respeito do planejamento nos próximos artigos!
















segunda-feira, 9 de março de 2015

Qual a Diferença entre Gestão e Administração?



“Entre dez estudantes de faculdade e universidade, nove passarão toda sua vida útil como funcionário em organizações modernas (embora não das mesmas em que tenham começado). Por conseguinte, estarão trabalhando em ambientes administrados. A eficácia com que trabalharão ficará muito relacionada, portanto, com a compreensão que adquirirem da Administração e do modo com que esta opera”.

                                                                                                    Peter Druker


As palavras gestão e administração normalmente são usadas como sinônimos, mas elas significam o mesmo? Então, porque a faculdade não é de Gestão e sim de Administração?

Evidentemente, já temos ótimos cursos de pós-graduação e cursos livres que são de gestão e não de administração.

gestao2

Vejamos o que diz o dicionário online aulete:
(ges.tão)
sf.
1. Ação ou resultado de gerir; ADMINISTRAÇÃO; GERÊNCIA: gestão como prefeito: gestão na empresa
2. O período que dura essa ação
(ad.mi.nis.tra.ção)
sf.
1. Ação ou resultado de administrar
2. Gestão de negócios, atividades, projetos públicos ou particulares
3. Modo de administrar, de gerir; DIREÇÃO; GERÊNCIA; GOVERNO: Propunha uma administração rigorosa
 
 

ADMINISTRAÇÃO X GESTÃO


Aparentemente, gestão e administração são a mesma coisa, mas na verdade elas não são palavra sinônimas.

"Administração é a aplicação de técnicas com o intuito de estabelecer metas e operacionalizar o seu alcance pelos colaboradores participantes das organizações a fim de que se obtenham resultados que satisfaçam as necessidades de seus clientes assim como às suas próprias." (CHIAVENATO).

Administrar está sempre ligado a planejar, organizar, dirigir e controlar recursos da empresa. Toda a pessoa que executa uma função gerencial está administrando. Nem sempre quem administra é um administrador.

O Administrador está sempre em busca da melhor estratégia para a instituição. Na administração existe uma visão mais ampla da organização como um todo. Já a gestão é mais setorial.

Nota-se que o termo Administração possui menos status que o termo Gestão. Mas, não existe nenhum problema nisto!

A Administração pode ser entendida como mais direcionada aos objetivos, enquanto a Gestão é voltada para a coletividade.

É possível ser um administrador e agir como gestor. O gestor é aquele que além de executar a tarefa que lhe foi atribuída, ele dá qualidade a isto.

A gestão cuida da gerência de algo. Ela cuida para que as coisas saiam conforme aquilo que foi combinado. A administração tem uma responsabilidade maior. Ela tem maior controle do projeto.

Até o próximo artigo!













domingo, 8 de março de 2015

Princípios de Administração


A administração é baseada em diversos princípios e teorias que orientam e determinam a forma de agir.
A empresa ou organização de uma forma geral está em busca de:
  • Satisfação do seus clientes ou consumidores
  • Lucratividade
  • Remuneração justa para todos os envolvidos
Assim, todas as ações visam alcançar estes objetivos, independente do nível hierárquico. Toda a tarefa deve ser feita com eficiência e eficácia, buscando sempre atender as expectativas das pessoas internas ou externas.

principios de administracao

Todo o administrador ou gestor deve planejar, organizar, dirigir e controlar. Estas são as 4 palavras que acompanharão a administração sempre.

Todo recurso é gerido assim focando-se em alcançar o maior e melhor resultado para a empresa e para as pessoas.

É importante que o administrador tenha uma visão ampla de todo o processo e todas as áreas e como estas se interligam. Cada setor tem a sua função e sua importância.

Após esta compreensão é preciso estar atento ao maior recurso que a empresa possui: as pessoas! Sem as pessoas, a empresa por si só não existirá. Ou pelo menos, não funcionará adequadamente.

O líder deve ter a consciência disto. Administrar os recursos humanos é a área mais complexa que existe, porém possível.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR

planejar controlar

Fonte: Pixton

É evidente para nós, que o administrador tem um papel importantíssimo. E suas principais funções são:
  • Planejar – O planejamento requer a previsão do futuro e um plano de ação. No planejamento se define objetivos e metas que se deseja alcançar.

  • Organizar – Depois que já sabemos a onde desejamos chegar e que objetivo temos, é o momento de organizar. Colocar a disposição os recursos necessários quer sejam financeiros, quer sejam humanos. É preciso questionar-se por qual meio o método se pretende lograr o que foi planejado.

  • Dirigir – Dirigir  não será somente composto de ordenanças. Muito mais que isto, o administrador será o líder do projeto. Para isto, criará um ambiente colaborativo, participativo, onde todo o grupo ou a equipe trabalhar em prol do projeto ou do objetivo.

  • Controlar – Trata-se de controlar se a execução das tarefas estão conforme aquilo que foi planejado.

Até o próximo artigo!

sexta-feira, 6 de março de 2015

História da Administração


A história da Administração é muito antiga na humanidade.
“ Sobre qualquer coisa que um homem possa presidir, se souber do que precisa e se for capaz de provê-lo, ele será um bom presidente, quer tenha a direção de um coro, uma família, uma cidade ou um exército” (Sócrates – 470 –399 a.C.)
Anteriormente, a administração não tinha como base este método de direcionamento das ações.
Na Antiguidade, por exemplo, a administração focava-se na coordenação da construção de grandes monumentos.

No antigo Egito, havia administração para a construção das pirâmides. Ptolomeu dimensionou um sistema econômico planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração pública organizada e sistemática.

Houve indícios também de administração na China e na Turquia.
Também podemos citar duas instituições que se destacaram na Administração: A igreja e as organizações militares.

historia da administracao
  Fonte: Ebah

ORGANIZAÇÕES MILITARES

Muitas táticas que se conhecem hoje, na atualidade foram aprendidas com o exército.

As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas empresas da atualidade. O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração.

O exército Assírio no século XIV a. C., desenvolveu modelos logísticos para a construção de pontes, depósito de suprimentos, etc... Conseguiram fazer campanhas com até 500 km de distância.

O exército Romano no século III a. C., desenvolveu regulamentação com regras, burocratização, plano de carreira e organizações e alistamento de profissionais.
 

INFLUÊNCIA DA IGREJA CATÓLICA

A Igreja Católica Romana pode ser considerada a organização formal mais eficiente da civilização ocidental. Através dos séculos vem mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre os comportamentos das pessoas, seus fiéis.

Podemos considerar que o estudo da Administração é relacionado com momentos e transformações econômicas, políticas e sociais.

Desde os primórdios o homem sempre sentiu o desejo e a necessidade de organizar as coisas. No princípio isto acontecia no exército, pela necessidade de preparar-se para campanhas militares.

Na família para organizar as questões familiares, a administração da casa, o sustento familiar, etc....
Também na igreja, para a captação de fiéis e a organização do sistema religioso. No governo, para ações governamentais e sociais da população.

Enfim, a administração esteve inserida em vários contextos e organizações.

Neste período, o pensamento e as práticas administrativas eram um pouco limitados. A atividade comercial era pouco considerada.




















quinta-feira, 5 de março de 2015

Funções Básicas da Administração


No artigo anterior falamos um pouco do que é administração. Neste artigo, vamos comentar sobre as funções básicas da administração.

Mas antes, gostaria de que você pensasse a respeito da importância da administração e do papel do profissional. Temos administradores de sucesso no Brasil e no mundo. Pessoas dotadas de um espírito empreendedor que conseguiram fazer a diferença, em contextos econômicos, muitas vezes difíceis.

É preciso não somente administrar. É preciso administrar com eficiência e eficácia.

 EFICIÊNCIA E EFICÁCIA


O que é ser eficiente e o que é ser eficaz.

Eficiência é “fazer certo”. Eficácia é a “coisa certa”.

QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO


 
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A administração possui 4 princípios básicos ou funções básicas que são:
  • Planejamento
  • Organização
  • Direção
  • Controle
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Fonte: Chiavenato

No planejamento é o momento em que definimos os objetivos que desejamos alcançar. É um momento em que refletimos a onde queremos chegar com tal ação.

Na etapa de Organização dividimos o trabalho ou tarefas que cada pessoa envolvida irá efetuar. Também pensamos de onde virá o os recursos necessários para a realização da tarefa.

Na etapa de Direção é momento de realizar a tarefa. Realiza-se a designação das pessoas, comunicando-se com estas pessoas, motivando e interagindo. Mostramos em que direção a equipe ou as pessoas devem seguir.

E a última etapa, que considero muito importante, é o momento de Controlar, ou seja, verificar se tudo está de acordo com aquilo que planejamos com anterioridade.